
Adequar uma empresa às normas de segurança do trabalho exige olhar para a operação como um conjunto: instalações, máquinas, circulação, ergonomia, eletricidade, equipamentos de proteção, treinamento e procedimentos precisam estar de acordo com os riscos encontrados em cada atividade.
No Brasil, as Normas Regulamentadoras (NRs) complementam as regras de segurança e medicina do trabalho previstas na CLT e estabelecem obrigações, direitos e deveres para empregadores e trabalhadores. As exigências variam conforme atividade, porte, estrutura e riscos existentes na empresa.
Por isso, adequação não significa simplesmente cumprir uma lista genérica de requisitos. O primeiro passo é entender quais riscos existem naquele ambiente e, a partir deles, definir as medidas de prevenção necessárias.
O que significa estar adequado às normas de segurança do trabalho?
Uma empresa adequada às normas de segurança do trabalho identifica os perigos presentes em suas atividades e mantém medidas compatíveis para eliminar, reduzir ou controlar os riscos.
A NR-1 organiza esse processo por meio do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Sua implementação é formalizada pelo Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que deve conter, no mínimo, um inventário de riscos ocupacionais e um plano de ação.
Na prática, isso envolve observar desde equipamentos e processos produtivos até questões aparentemente simples, como um piso escorregadio em uma área de circulação.
Quais normas de segurança do trabalho uma empresa precisa seguir?
Não existe uma única combinação de NRs válida para todas as organizações. A aplicação depende das atividades e dos riscos identificados.
Entre as normas que podem fazer parte da rotina de diferentes empresas estão a NR-6, sobre Equipamentos de Proteção Individual (EPI); a NR-8, sobre edificações; a NR-10, voltada à segurança em instalações e serviços em eletricidade; a NR-12, referente a máquinas e equipamentos; e a NR-17, que trata de ergonomia. Existem ainda normas direcionadas a atividades e setores específicos.
Assim, antes de comprar equipamentos ou modificar o ambiente, a empresa precisa identificar quais requisitos realmente se aplicam à sua operação.
Como adequar a empresa às normas de segurança do trabalho?
A adequação deve partir de um diagnóstico das condições atuais. A empresa precisa localizar os perigos, avaliar os riscos e estabelecer prioridades para as correções necessárias.
1. Faça o levantamento dos riscos ocupacionais
O primeiro passo é observar cada atividade realizada dentro da organização. A NR-1 prevê que o gerenciamento considere diferentes categorias de riscos ocupacionais, incluindo agentes físicos, químicos e biológicos, riscos de acidentes e fatores ergonômicos.
Isso pode revelar situações como:
- áreas constantemente molhadas;
- contato com óleos ou produtos químicos;
- máquinas com partes móveis;
- instalações elétricas;
- trabalho prolongado em pé;
- circulação de cargas e equipamentos;
- desníveis e superfícies escorregadias.
Com os riscos identificados, torna-se possível definir quais intervenções precisam ser priorizadas.
2. Estruture e mantenha o PGR
O PGR registra como a organização gerencia os riscos ocupacionais. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, ele é composto, no mínimo, pelo Inventário de Riscos Ocupacionais e pelo Plano de Ação, no qual são definidas as medidas que deverão ser implementadas, aprimoradas ou mantidas.
O documento, porém, não deve existir somente para uma eventual fiscalização. Ele precisa acompanhar as condições reais da operação e as medidas adotadas pela empresa.
3. Corrija riscos presentes na estrutura física
A adequação também passa pelas condições do próprio ambiente.
Pisos escorregadios, áreas com líquidos acumulados, rotas de circulação inadequadas e superfícies deterioradas precisam entrar na avaliação. Dependendo do problema identificado, podem ser utilizados tapetes antiderrapantes, estrados drenantes, revestimentos ou outras soluções compatíveis com o risco.
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Em uma cozinha industrial, por exemplo, a presença recorrente de água e gordura demanda uma solução diferente daquela utilizada diante de um painel elétrico.
4. Avalie as condições ergonômicas dos postos de trabalho
Ergonomia também integra a segurança e saúde ocupacional. A NR-17 estabelece parâmetros para adaptar as condições de trabalho às características dos trabalhadores e prevê instrumentos como a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) e, nas situações previstas pela norma, a Análise Ergonômica do Trabalho (AET).
Em postos nos quais colaboradores permanecem em pé durante longos períodos, por exemplo, o diagnóstico ergonômico pode indicar mudanças na organização do trabalho, mobiliário ou superfície de apoio.
Tapetes antifadiga podem integrar esse conjunto de medidas quando forem tecnicamente indicados para a situação encontrada.
5. Observe os riscos elétricos
Empresas que possuem instalações ou serviços com eletricidade precisam verificar os requisitos específicos da NR-10. A norma faz parte do conjunto oficial de NRs vigentes e trata da segurança em instalações e serviços elétricos.
Nesse contexto, medidas de proteção devem ser definidas a partir das características da instalação e da análise de risco. Quando especificados tecnicamente, tapetes e estrados isolantes elétricos podem integrar a proteção adotada.
6. Oriente e capacite os trabalhadores
Adequação física sem orientação deixa uma lacuna importante.
A NR-1 estabelece que o trabalhador deve receber informações sobre os riscos ocupacionais existentes, os meios utilizados para preveni-los e controlá-los, as medidas adotadas pela organização e os procedimentos de emergência aplicáveis.
Os treinamentos específicos também precisam acompanhar as NRs aplicáveis às funções desempenhadas.
Como saber se o piso da empresa está adequado?
Para empresas que procuram adequação às normas de segurança do trabalho em São Paulo e em outras regiões do Brasil, a análise do piso merece atenção principalmente em ambientes industriais, cozinhas profissionais, vestiários, áreas técnicas e locais com tráfego intenso.
Algumas perguntas ajudam nessa avaliação:
- O piso fica molhado ou recebe óleo com frequência?
- Existem pontos em que trabalhadores já escorregaram?
- Há líquidos acumulados nas áreas de circulação?
- Os colaboradores permanecem muitas horas em pé no mesmo posto?
- Existem áreas próximas a instalações elétricas que demandam proteção específica?
- Os tapetes ou estrados existentes apresentam desgaste, movimentação ou deformações?
Uma resposta positiva não determina, sozinha, qual produto deve ser instalado. Ela sinaliza a necessidade de avaliar o risco e encontrar uma solução compatível.
Adequação às NRs é feita uma única vez?
Não. O gerenciamento de riscos é um processo contínuo.
A própria NR-1 caracteriza o GRO como um processo sistemático de identificação de perigos, avaliação e controle dos riscos ocupacionais. Mudanças nas instalações, equipamentos, processos e requisitos legais podem demandar uma nova avaliação das medidas existentes.
Por isso, manutenção, inspeção e atualização dos controles precisam fazer parte da rotina.
Perguntas frequentes sobre adequação às normas de segurança do trabalho
As dúvidas abaixo ajudam a responder de forma objetiva algumas das buscas mais comuns sobre o assunto.
Toda empresa precisa cumprir as Normas Regulamentadoras?
As NRs estabelecem obrigações de segurança e saúde aplicáveis às relações de trabalho abrangidas pela legislação, mas quais requisitos se aplicam varia conforme a organização, atividade e riscos presentes.
Toda empresa precisa elaborar um PGR?
A NR-1 estabelece o PGR como instrumento do gerenciamento de riscos ocupacionais, mas existem hipóteses específicas de dispensa, incluindo condições previstas para MEI, microempresas e empresas de pequeno porte. Por isso, é preciso verificar o enquadramento da organização.
Quem fiscaliza o cumprimento das normas?
A fiscalização das normas de segurança e saúde no trabalho é realizada pela Inspeção do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.
Piso antiderrapante é obrigatório em toda empresa?
Não existe uma exigência genérica para instalar o mesmo tipo de piso em toda empresa. A solução deve decorrer dos riscos encontrados e das normas aplicáveis ao ambiente e à atividade.
Como a Instrutoy Pisos pode contribuir para ambientes de trabalho mais seguros?
Depois de identificar os riscos e definir tecnicamente as medidas necessárias, é preciso escolher produtos compatíveis com cada aplicação.
A Instrutoy Pisos, em São Paulo, trabalha com soluções para ambientes industriais, comerciais e corporativos, incluindo estrados de borracha, estrados plásticos modulares, tapetes antifadiga, tapetes antiderrapantes, tapetes isolantes elétricos e revestimentos.
A escolha deve considerar as condições reais do local, como presença de água, óleo, eletricidade, intensidade de circulação e características do posto de trabalho.
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